exquisioTeorias

Esquizofrenias & Esquisitices

quinta-feira, junho 30, 2005

( )

Cheia de si
procurava disfarçar o vazio que trazia no peito.
Arrogante despeito que fingia-se
toda vez que olhava no espelho.
Cheia de si
Vazia do mundo
Sedenta do Outro

Solidão

Aquela que não mata, mas engorda
Também inspira

Ombudsman do blog

Li há pouco tempo o livro O Relógio de Pascal - A experiência do primeiro ombudasman da imprensa brasileira, de Caio Túlio da Costa, que foi o próprio, na Folha de São Paulo. Pensei que o blog poderia ter um ombudsman, já que não raro, consulto amigos sobre coisas que vou publicar aqui. Pode ser uma dúvida sobre o tom de um post, ou uma idéia melhor que a minha para um título e assim vai. Claro, que se eu elegesse um deles como ombudsman e de fato encarnassem o papel, eu enlouqueceria. Já bastam os julgamentos que eu mesma faço. Sem contar que não dá para misturar estações. Está certo que escrevo muitas coisas pessoais aqui, mas é preciso separar ficção e realidade.

Por conta da minha pequena veia literária que tem ficado a mostra agora, algumas pessoas podem misturar, achando que isto é eu. Na verdade, é só a minha imaginação. E se os escritores ficassem com pudores, medo deste tipo de confusão, não nos teríam presenteado com suas maravilhosas obras.

Mas há uma pessoa que quero considerar como ombudsman honorário: Marcelo Barreto. Sim, aí está, com nome e sobrenome, já que uma vez criticou não ter seu prenome citado num post . E mais do que isso, o Marcelo foi a primeira e única pessoa a refutar uma teoria minha. Mas tivemos um debate saudável. Seus argumentos também eram convincentes. Não que outras pessoas não tenham feito isso. Mas a maioria é sutil, apenas diz ser contra, não argumenta. Não que eu queira isso. Se todos começassem a fazer ficaria com uma tremenda dor de cabeça (vocês não sabem como me julgo e me cobro). Então fica o Marcelo, que mesmo com pouco tempo, por ser um legítimo cidadão do mundo, sempre que pode me dá suas opiniões contrárias (e diga-se de passagem, a gente pensa muito diferente no que se refere as minhas teorias).

E apesar de não ter muito tempo, já vi que ele encarnou seu papel. Hoje entrou no msn só para me dar seu parecer sobre meu conto. Pelo menos, ele não o faz em público, como os ombudsmans...

quarta-feira, junho 29, 2005

Em tempos de minicontos

Recomeço

Vejo o mundo com outros olhos.
Limpei os óculos.

Teoria nº 18

Jornalista só deixa de ser boêmio quando morre de cirrose.

terça-feira, junho 28, 2005

(in)Decisão

Não queria acreditar no que aconteceu. De costas ouviu: “TUM”. O som seco da porta fechando-se e ele indo embora. Atirou-se num choro compulsivo em cima da cama, destes que faz o corpo mexer-se involuntariamente. Na sua mente, os versos de um soneto de Camões, dançavam.

Busque Amor novas artes, novo engenho...

Quando não agüentava mais despejar lágrimas, ficou durante um bom tempo como se estivesse amortecida, paralisada. Amortecida. Ei! Esta idéia a agradou. Sem sentindo para viver e cansada de ver a história se repetir, decidiu que iria por fim a própria vida.

...Para matar-me, e novas esquivanças...

Começou a ocupar-se de como daria cabo a própria vida. Logo as lágrimas foram esquecidas. A razão voltou.

Sua primeira idéia foi cortar os pulsos. Mas era muito clichê. Se ainda tivesse uma banheira onde pudesse ficar enquanto seu sangue e sua vida iam literalmente ralo a baixo, ainda vá lá. Seria cinematográfico. Mas não era seu caso. Poderia ir para um hotel. Mas daí sua morte se tornaria pública. Não queria notoriedade e nem a pena de ninguém, muito menos dele.

... Que não pode tirar-me as esperanças,
Que mal me tirará o que eu não tenho...

Enforcar-se? Por que não? Mas onde? Seu apartamento de lisas paredes brancas não tinha nada onde pudesse amarrar uma corda. E corda? Ela não tinha uma corda. Amarrar lençóis só funciona em filmes... E seria uma morte lenta e angustiante. Não, definitivamente assim não.

Deitada em sua cama, olhando para o horizonte vislumbrou a janela a sua frente como uma opção. Atiraria-se do 7° andar. Foi até o parapeito, olhou para baixo. Alguns varais da vizinhança, mais um telhado do apartamento do primeiro andar. Seria suficiente para acabar com sua vida? E se caísse, não morresse e ainda ficasse toda torta e deformada? Além do mais, quantos meses não ficaria em cima de uma cama para se recuperar... pior ainda, só pensando no que não deveria.

... Olhai de que esperanças me mantenho!
Vede que perigosas seguranças!...

Começou a pensar nas possibilidades fora de sua casa. Na rua, como uma estranha, uma anônima, que seria juntada aos olhares de outros estranhos que se chocariam, mas depois dariam as costas e seguiriam seu curso.

... Que não temo contrastes, nem mudanças...

Atiraria-se na frente de um carro. Numa rua movimentada. Melhor, numa encruzilhada. Saiu. Deu-se ao trabalho de calçar os tênis. Foi até o entroncamento mais próximo e que tinha muitos carros. Logo que começou a andar moribunda entre os veículos, os automóveis começaram a desviar e buzinar, aos gritos de “está louca! Quer morrer?!”. Tapou os ouvidos com as mãos e pensou nos acidentes que provocaria. Não era justo que outras pessoas pudessem se machucar ou até mesmo morrer para que ela completasse o plano diabólico que traçou para a sua vida. Além do mais, quando viu a placa que dizia NUNCA tranque o cruzamento, sentiu-se culpada.

... Andando em bravo mar, perdido o lenho...

Voltou para casa. Viu a caixa de calmantes. Mas logo pensou que era muito depressivo e passional tomar comprimidos para se matar. Além do mais, se alguém a encontrasse, seria levada para o hospital, entubada e olhada com cara de dó. A idéia suicida começava a se dissipar. Opções vagas, tentativa trabalhosa. Talvez houvesse uma maneira mais fácil de acabar com o que sentia.

Tomou dois calmantes para dormir. Adormeceu num sono profundo. Acordou com o despertador. Sete horas. Tinha que ir para o trabalho. Titubeou em levantar. Mas como tinha decidido que a vida continua, perder o trabalho não seria um bom recomeço. Meio zonza e com a cabeça pesada, vestiu-se. Ligou o fogo para esquentar um café. Mesmo grogue, lembrou que não tinha pensado no gás de cozinha. Seria tão simples. Era só deixá-lo inundando o ambiente enquanto dormia e ela nunca mais ouviria o despertador tocar. A fumaça do café que embaçou seus óculos a fez recobrar um pouco a consciência e assim como assoprou o líquido para que esfriasse, afugentou as idéias suicidas de vez.

... Mas, conquanto não pode haver desgosto
Onde esperança falta, lá me esconde...


Saiu. Pegou o ônibus a caminho do trabalho. Sentiu tudo sacolejar dentro de si com o balanço do coletivo. Quando desceu no seu ponto, atravessou em frente ao ônibus e antes que tivesse tempo de ver que outro vinha em sua direção, caiu no asfalto. Tudo começou a girar a sua volta. Olhou as pessoas que começaram a cercá-la. Via tudo embaçado e avermelhado, como se um filtro tivesse sido colocado em seus olhos. Sentiu algo escorrer no seu rosto. O filtro era o sangue. Fechou os olhos.

... Amor um mal que mata e não se vê...

Leia o soneto completo

segunda-feira, junho 27, 2005

Faltou dizer

Sobre as identificações com Bridget Jones, só esqueci de dizer que não quero chegar aos 33 anos com uma bunda do tamanho de duas bolas de boliche.

domingo, junho 26, 2005

Domingueira

Passei o dia comendo e assistindo Bridget Jones - No Limite da Razão. Ri e chorei. Pois como ela consigo ser tão triste e tão alegre. Como bem se define Jacques Derrida e de quem tomei emprestado para minha descrição no orkut:

"Nunca conheci um homem capaz de tamanha alegria e intensidade. Nunca conheci, tampouco, ninguém tão irremediavelmente triste, abatido e melancólico."

Fiz o teste que tinha no DVD de qual seria o homem certo para mim e o resultado não poderia ser diferente: Mark Darcy (Colin Firth), aquele que ama Bridget do jeitinho que ela é, gordinha e sempre dando suas furadas. Que são na verdade conseqüências de ela querer fazer tudo certo para impressionar seu amado.

Assisti não só ao filme, mas aos bônus de cada personagem, as cenas cortadas e vi todo o filme novamente com os comentários da diretora. No bônus de Mark Darcy me chamou atenção esses cometários:

"A Bridget em sua relação com o Mark tenta estabelecer que ela merece esse tipo de felicidade.
Ela é uma sonhadora e imagina que a sua relação será perfeita. E é esse seu esforço em ser perfeita que a leva ao conflito."

Preciso aceitar um pouco mais meu lado Bridget e ser mais eu. Não tanto como aqui no blog, onde acho que comento exageros, com essa língua de fora, mas também não tanto essa aqui do outro lado que quer ser amável e atenciosa. Um pouco de foda-se o mundo, sempre que ele precisar ouvir isso de mim.

sábado, junho 25, 2005

é

Não quero mais fazer acontecer
Quero que simplesmente aconteça...

(suspiro)

Dependendo
do lado
dois é
mais que
quatro

Formatura

Para quem ainda não sabe, me tornarei jornalista por formação no dia 27 de janeiro de 2006.

Faísca atrasada

Agora que tinha descoberto um site que era fácil publicar fotos para colocar aqui no blog, eis que descubro, através da Cássia, que o blogger está hospendando imagens. Pois bem, desde ontem, já inaugurei a era das imagens aqui no exquisio.

E para usá-la um pouco mais, olha aí a minha versão
South Park

Fonts

Vocês notaram que trocou a fonte da letra do blog? De repente ficou estranho. Daí notei que colocando o texto para exibir menor, ficava como antes. Será que sempre acessava assim?
Agora estou sempre formatando para Arial Small, mas não está padronizado...

quinta-feira, junho 23, 2005

Ilustralão

Estou achando que o José Dirceu é leitor deste blog. Foi só ele voltar para a Câmara dos Deputados ontem e olha só o que aparece no meu contador de visitas hoje:


quarta-feira, junho 22, 2005

Reminiscências

Ontem te vi
e pela primeira vez
reconheci
aquele mesmo
que me despertou
com um beijo
numa tarde
que parecia
manhã

Deshora

Hoje o tempo voa amor
Escorre pelas mãos
Mesmo sem se sentir
E não há
tempo que volte...

terça-feira, junho 21, 2005

Adorei isso

Realiza: eu estou sozinha em casa e quero dar uma volta. Vou até um dos bares da Cidade Baixa. Eu estou numa das comunidades do Dodgeball e mando uma mensagem de texto do meu celular para o respectivo site. O sistema localiza pessoas que fazem parte da minha rede de amigos (como do orkut) e que estejam também no bairro. Aí eu posso mandar mensagens para ver em que boteco a galera está se embriagando e caso eu não saiba o endereço, o sistema localiza para mim também. É o fim da solidão! Mas também, cada vez mais podemos ter um certo controle sobre as pessoas. Voyerismo total.

Isso é caminho inverso do que se pensava da tecnologia quando elas começaram a surgir. Se falava que cada vez mais as pessoas se isolariam, que não iam mais sair de casa para ficar na internet, trocando a conversa interpessoal pelos mecanismos da rede. É verdade em que há momentos em que isso acontece. Eu mesmo, há pouco tempo fiquei numa festa na internet e um domingo inteiro conversando com várias pessoas, que talvez não conseguiria conversar ao mesmo tempo num mesmo ambiente. Tem que saber dosar e aproveitar as vantagens que o meio propicia. Uma delas, sem dúvida, é a facilidade com que nos comunicamos com pessoas que estão muito distantes de nós, pelo mesmo custo que falar com o vizinho ao telefone. Só por isso toda tecnologia já vale.

Veja a explicação melhor no
blog do boss.

Mas é fato: a humanidade caminha rumo à segmentação e a tudo que lembre reality show. Às vezes, acho que uso demais o blog como diário pessoal, mas isso interessa as pessoas. Conversando com alguns que fazem parte da minha humilde audiência, vejo que eles acessam este canal justamente para saber o que eu andei fazendo. E confesso: eu leio blog dos amigos por voyerismo, leio scraps dos outros no orkut, só não comprei um binóculo para espionar os vizinhos, porque da minha janela não avisto nenhuma outra. Não isso não. Sou voyer do que é público, do que está acessível a mim. Nem preciso dizer que sou fã do Big Brother.

Cada vez fico mais fascinada pelas tecnologias multimídias e suas possibilidades. Me sinto contente de estar trabalhando já numa área de futuro e ter acesso a estas transformações.

...

É lugar comum, mas é verdade: quem tudo quer tudo perde!

segunda-feira, junho 20, 2005

Eu e eu mesmo

Fico pensando na pessoa que eu era há um ano atrás e no que me tornei hoje e me sinto como na canção da Adriana Calcanhoto que conheço na voz da Verônica Sabino:


Não te reconheço mais
Tuas roupas são outras
E soltas de mim
As palvras da tua boca
Te vejo e pareço loca
Sem memória sem história...


E no final das contas, o resultado é sempre o mesmo. "No fundo de todas as coisas, só existe esta verdade triste: nós vivemos em solidão", como já disse Erico Verissimo (em tempos de centenário) no livro Música ao Longe.

domingo, junho 19, 2005

4:29 am

Como é bom chegar sóbria em casa. Na verdade, sempre gostei de curar a bebedeira na rua, mas a noite, nem sempre é uma criança. E olha que não me fiz de rogada. Tomei caipirinha, quentão e cerveja, nesta ordem. Confesso que não foram doses muito generosas, mas mistura costuma ser fatal. E além do mais, festa junina de adulto, tirando o álcool, tem as mesmas coisas de criança. Então com passoquinha, cocada e garrapinha de amendoim não tinha bebida que resistisse a tanta glicose.

Mas me tornei incorrígivel. Há 7 dias disse que não saía mais, e eis que hoje me vou para a náite. Lugar bom o Azimute. Mas acho que finalmente descobri a fórmula para uma boa festa: sair só com homens. É, agora que estou numa idade em que me sinto suficientemente (falei sem enrolar a língua desta vez) segura para ir ao banheiro das danceterias sozinha, sair só com amigos não é mais problema. Tem a vantagem deles serem mais discretos em suas conquistas noturnas, sempre sendo cavalheiros com a gente e a maior delas: nenhum chatonildo peganingui vem te encher a paciência. Para mim que já não saio com a intenção de ficar ou caçar, este é um ponto muito importante. Está certo que alguns devem estar achando que eu sou o tipo de amiga que empata os amigos, mas não. Viu guris? Não! A não ser em alguns casos... mas daí aviso que não me levem junto.

Na verdade, desde criança, sempre me dei melhor com os meninos. Na minha adolescência também foi assim. Andava sempre com eles. Me rendeu boas experiências. Além de eu admirar o fato de que homens sempre são mais sinceros entre si do que as mulheres.

Mas para não fugir a regra, para sábado que vem, a pedida é uma saída só com as amigas. Ninguém segura estas garotas... aguardem!

Messenger

Achei que não encontraria ninguém na internet neste horário. Mas um certo jornalista furou minha pauta.

Resposta

Fiz uma pergunta neste post. A resposta é: tive oportunidade mas não ocasião. E no final das contas, acho que fui bem honesta comigo.

Boca santa

Não é que o que eu digo se concretizou mais uma vez. As gurias estavam loucas para cantar Dona, do Roupa Nova, na festinha. Levaram o dvdokê, mas esqueceram da tevê (dã, mas aconteceu). Uma delas quis cantar à capela. Resolveu partir para o rádio para trocar de estação e comentou: "bem que podia tocar na rádio". Falei: "coloca na Continental". Mexe com o dial para lá e para cá, e eis que ela exlama: "não acredito!" Estava tocando a tal canção da Porcina. E em que rádio? Na Continental.

sexta-feira, junho 17, 2005

Terapia do riso

Já notou como a gente ri nas conversas do messenger? É um tal de hehe, haha, hihi que não pára. Sem contar os *risos* ou sua forma gaúcha abreviada (rs). E tem mais os emoticons :) e as gargalhadas hauhahau...

A gente não ri assim quando fala com as pessoas. Se assim fosse, teríamos câimbra na boca. Ou é porque só falamos besteiras na rede ou queremos parecer hienas felizes.

Perfil

Talvez os visitantes mais novos do blog não saibam porque uso no meu perfil essa foto aí ao lado, com a língua de fora e em preto e branco. É que antes tinha aquela famosa foto do Einstein... que é um cara de teorias.

Mas o que acho engraçado é que quando faço comentários em outros blogs e aparece a minha foto, parece que eu estou dando a minha opinião e não estou nem aí, botando a língua para quem tem idéias diferentes. É uma impressão que tenho, porque nem sempre é verdade. Às vezes, confesso, até cai bem isso.

E falando em perfil, esse Brazil com z é de matar né? Não dá nem vontande de colocar a minha localidade...

Pensamento

Jogue fora o supérfluo e vá ao coração do assunto. Clareza de pensamento leva naturalmente à clareza de comunicação, que, em troca, conduz a um progresso verdadeiro. Está mais do que na hora de ter um pouco de clareza em situação romântica. O que (ou quem) é estranho? Está sendo honesto com todos os envolvidos, incluindo você?

Dá para acreditar que esse é horóscopo do meu signo, Aquário, segundo a Amada Costa, em Zero Hora, desta sexta?

Dizem que a gente deve acreditar em signo e não em horóscopo. Mas sempre que um jornal cai nas minhas mãos eu leio. E esse tocou no ponto certo para mim.

Será que ainda vale para sábado?

quinta-feira, junho 16, 2005

Freak Show

Desconfio que tenho estranho gosto para shows. Na verdade sempre achei um absurdo pagar uma grana para escutar as mesmas músicas que ouço num CD, que nem este pago mais. Ou copio ou escuto mp3. Fui em muito poucos shows na minha vida, a maioria de graça. Quem vai sempre diz que não é a mesma coisa que apenas escutar a música.

Ultimamente tenho tido vontade de ir em alguns, porém nunca encontro companhia. Será que tenho gosto tão estranho assim? Fito Paez, cogitei, mas o bolso já vazio falou mais alto. Zeca Baleiro, ninguém. The Australian Pink Floyd, após conseguir desconto de 50% de desconto também não angariei acompanhante. Meus amigos, por mais que gostem de rock não se entusiasmam com o progressivo, e eu nem sabia... Tá certo, bem como minha editora falou, era show cover no Gigantinho. Mas já que nunca vou ver o Pink Floyd original...

A verdade é que vendo no telão do Opinião o show do Hed Hot Chili Peppers, me deu uma puta vontade de sentir a batida da música no peito e vibrar no meio do povo. A minha lista de shows que não assisti está quase maior do que daqueles que assisti. Olhe e veja se sou tão freak assim:

Shows que já fui:
Gabriel, O Pensador (na época da Loira Burra)
Nenhum de Nós (as mesmas músicas de sempre)
Papas da Língua (na época do Xalalá)
Banda Eva (com a Ivete Sangalo)
Cidade Negra (na época do Erê)
Jazz 6 (a banda do Luis Fernando Verissímo)
Sombrero Luminoso, Gilberto Gil, Mano Chao (no V Fórum Social Mundial - os outros eu não prestei atenção)
Hermeto Pascoal

Agora dia 7 de julho tem Cordel do Fogo Encantado no Opinião. Ainda não divulgaram o valor do ingresso. Preciso decorar as músicas, mas tenho quase certeza que neste vai alguém! Pois aqui no trabalho sei de um povinho que curte.

Teoria n° 17

As loiras falsas que me perdoem, mas originalidade é fundamental.

quarta-feira, junho 15, 2005

Passeio na favela

Fiz um tour numa favela de Porto Alegre no sábado. Foi involuntário. Confesso que fiquei com medo. Resolvi fazer uma indiada e ir para a casa de uma amiga antes de uma festa. Peguei uma linha que me disseram que passava perto da casa dela. Depois de muitas voltas, eis que me encontro no morro. Tenho que me ligar que na Zona Sul tem morros...

Lembrei do Diogo Mainardi que pagou para conhecer a favela da Rocinha, no Rio de Janeiro. Conta ele que como num safári, os turistas vão num jipe conduzido por um cara com roupa camuflada. Me senti assim, com a diferença que não paguei pelo passeio e os moradores de tal lugar podiam subir no meu jipe: era dia de passe livre!

Música

Andava com a música All You Need Is Love na cabeça, porque ela toca num comercial de tevê.

Estava com preguiça de procurar nas centenas de mp3 que estão no micro (não sei bem tudo que tem porque simplesmente copiei toda a seleção de um amigo). Andava com vondade de escutar Beatles. Coloquei então um CD que copiei de um outro amigo, que tem a pretensão de ter todas as músicas dos meninos de Liverpool. E qual não é minha surpresa ao ouvir:

Love, love, love

Eu sou muito ignorante em relação a música. Aliás, este é um dos motivos que me impedem de sonhar em trabalhar nos segundos cadernos da vida... Nunca associo o nome a pessoa, sabe? Mas também sempre tenho essas gratas surpresas. E na minha modesta opinião e de quem é fã do The Beatles, todas as músicas do Planeta tem origem neles. Quantas vezes escutei uma música e quando ia ver, lá estavam os Beatles por trás dela...

E essa música tem tudo a ver com meu momento. Ouço como se tivesse sido feita para mim:

All you need is love
All you need is love
All you need is love, love
Love is all you need

terça-feira, junho 14, 2005

Aos amassos e afagos

Terminei de ler A Tapas e Pontapés , do Diogo Mainardi. Comentei com quem me emprestou o livro que eu não estava gostando. Disse me que eu ia começar a gostar quando ele falasse do filho e... bingo!

O capítulo com este tema começa com ele falando em sua recusa pela paternidade.

"Muito melhor que uma criança é um macaco. Ter um filho equivale a enfiar um estranho dentro de casa. É como se eu levasse o gerente do meu banco para morar comigo e, ainda por cima, passasse a sustentá-lo."

Menos ortodoxa, eu também não quero ter filhos. E quando Mainardi descobre que vai ser pai, como mesmo define "esmoreci". Minha primeira risada do livro é quando Diogo escreve:

"Vejo-me como um pai presente e apreensivo. Só penso e só falo no meu filho. Meu filho me transformou numa pessoa pior".

Com 7 meses descobriu que seu bebê tinha paralisia cerebral. Após ler isso, a primeira coisa que passou pela minha cabeça é que Deus castiga. Mas sendo assim, também teria castigado a minha mãe por ter um filho deficiente. Comecei a gostar do Mainardi a partir daí, porque assim como acontece com meu irmão, que apenas não caminha, as pessoas sempre pensam que pode ter alguma deficiência mental, como pensam do rebento dele. Emoreci também, em relação ao articulista. Valeu a pena pagar para ver. Até penso em lhe escrever. Mas sinceramente, vendo a sua aparente ambiguidade, não sei o que ele pensaria de mim e de minha "cartinha". Mas acho que o Tadeu tem razão, ele escreve as barbariedades para que os outros pensem a respeito e não por ser um mau elemento. E devo reconhecer: ele sabe argumentar, sabe debochar, sabe ironizar... Ao contrário das pessoas que tentam se defender dele e partem para ofensa pessoal. Quem faz isso é porque não sabe usar os argumentos ou tem culpa mesmo no cartório.

Diogo fala uma coisa verdadeira, que os pais de filhos com alguma deficiência tem sempre mais orgulho de seus filhos. Isto porque vemos no dia a dia, a superação deles em relação a coisas simples para nós, e o que é melhor, ainda superam-se naquilo que as pessoas sem necessidades especiais também fazem. Na verdade, acho que Deus escolhe quem deve ter filhos assim.

O final do livro é um ápice, gostei (já tenho fama de entregar final de filmes, agora também vou ter dos livros, então não leia se você pretende ler a obra). Mainardi termina com as lições que aprendeu com Ivan Lessa, que ele diz ser o maior escritor brasileiro "só que o Brasil é tão desgraçado que nosso maior escritor nunca se interessou em escrever um livro". As lições são: "Lição número 1: não escreva. Lição número 2: se realmente tiver de escrever, 'trate o resto da humanidade aos tapas e pontapés'".

Meu nome é Kátia Flávia

Virei uma influência nefasta. Todas as minhas amigas estão terminando seus namoros. Teve uma que já voltou atrás, mas cada dia fico sabendo de outra.

Alô, alô
Polícia
Polícia pode vir!

P.S.: Já os amigos, estes estão se preparando para o inverno.

segunda-feira, junho 13, 2005

Teorias da F-1

1 - Ninguém me tira da cabeça que estas novas regras da Fórmula 1 foram feitas para acabar com a invencibilidade do Schumacher. Não tinha mais graça todo o circo para saber o resultado antes mesmo da corrida começar.

2 - O Barrichello é o azarado mais sortudo do mundo. Largou em último e chegou em terceiro. Não é um bom piloto mas está em uma das melhores equipes.

Santo do dia: Santo Antônio

Do jeito que as coisas andam, é melhor apelar para Santo Expedito, que é das causas impossíveis.

Feito

Só eu consigo detonar ao mesmo tempo o dedão do pé direito e o dedão da mão esquerda.

Mistééérios

Não é que perdi o sono hoje, de novo, às 5h35min.

Leia mais

Tema para reflexão

Do Livro da Tribo para os dias 12 e 13 de junho:

Perdão

Se você não é uma ilha, certamente mantém algum tipo de relacionamento. Precisa conviver com erros e falhas de personalidade, e aprender a lidar com diferenças de pensamentos e discussões. Acredite: você nem sempre está certo, as pessoas erram e você também. Aprenda a pedir desculpas e a perdoar, ou você será insurpotável até para quem que te ama. Renato Russo tinha razão: "Triste coisa é querer bem a quem não sabe perdoar".

(Juliana Regina Marques)

Não entendo

Não dizem que azar no jogo, sorte no amor? Pois tenho perdido a maioria dos jogos de Paciência...

domingo, junho 12, 2005

Sacada

Ouvi na tevê ontem que o Dia dos Namorados foi tão bom para o comércio quanto o Dia das Mães (e é fato que esta data só perde para o Natal). As outras pautas sobre este dia era as mesmas de sempre.

Fiquei pensando no porquê do Dia do Solteiro não receber tanta atenção assim. A resposta foi óbvia: não é uma data comercial. Mas bem que podia ser. Já pensei até no slogan:


Presenteie você mesmo no dia 15 de agosto.

Eu com certeza compraria um presente para mim, sempre faço isso no meu aniversário e no Natal.

Estão perdendo de ganhar dinheiro.

Concluindo

Falta amor mucho amor falta amor
(Mana)

List

Três coisas que um solteiro não pode viver sem:

• Messenger
• Mensagem de celular
• Orkut

Teoria n° 16

O machismo é que salva o mundo.

Não sei o que é pior, se as mulheres submissas do passado ou as liberais de agora que fazem de tudo por um beijo.

É por isso que os homens estão como estão. Está tudo muito fácil. A brincadeira da sedução está perdendo a graça, ou melhor, já nem existe mais.

Dores e delícias de morar sozinha - Parte IX

Comer um miojo ligth, com molho de atum ligth feito por mim. Sei que não é um prato nada elaborado, mas como diz a Cássia : azar, gostei!

Vô te dizer

Só é fácil para quem não merece.

Divagas - conclusões

Definitivamente estou cansando de festas. Não agüento mais o esquema: beber – euforia - confusão - mau-humor - ressaca. Claro que pedi para levar né, sair em véspera do Dia dos Namorados é pedir para ouvir besteiras...

Mas gostei do Opinião. Boa música, cerveja em dose dupla. Só que tinha muito sapucaiese lá. A começar pelo funcionário que me atendeu na entrada. Meu vizinho, que mora na mesma rua, tanto em Sapucaia quanto na praia... Sem falar outros do colégio que eu conhecia, e outros que me conheciam e eu não. Fui muito popular na minha escola do Ensino Médio. Mas porque eu passava lá quase os três turnos. Além de estudar, trabalhava na mesma, e ainda me envolvia em tudo: Grêmio Estudantil, Conselho Escolar, jornal da escola, circo do meu amigo. Foi um tempo legal, a direção confiava tanto em mim, que logo aprendi o sistema da Procergs e ajudava a cadastrar as notas dos alunos. No fim do ano, fui ressacada da festa de formatura cadastrar a galera que passara ou rodara de ano.

Mas voltado as divagas, virei nojenta depois que vim para a Capital, não quero saber de sapucaienses. E sabe que de todos os caras que já fiquei na vida, acho que só um era da minha terrinha. Minha fama lá era de garota difícil. Certa vez passei pela locadora onde trabalhava um amigo e o cumprimentei. Um cara que estava lá perguntou, conforme fiquei sabendo posteriormente, se ele me conhecia. Meu amigo respondeu afirmativamente e o outro lhe disse, cara se tu conseguisse ficar com essa guria, ganharia um troféu.

Continuo assim, pelo menos nas festas. Acho que já passei da idade de sair para ficar beijando estranho. E meu sarcasmo é implacável. Debocho na cara dos caras e eles nem percebem. Mas ontem, com todo meu mau-humor e "delicadeza" acabei conseguindo um furo na fila... é a velha história, não há o que uma mulher não consiga. Mas isso está mudando. Saí com um amigo meu esses dias, ele é atleta, dois metros de altura. Fomos no Mac Donald's. Pedi suco de uva, não tinha mais. Mas quando ele disse que também queria o suco neste sabor, a atendente disse que fazia para ele! E fez! E já estava na hora de fechar. Acabei mandando eles trocarem o meu de limão... o que fizeram a contragosto.

É as mulheres estão se perdendo cada vez mais. Mas isso é assunto para uma teoria.

Ah, e o mais perdida em filha da puta em dias dos pais não é por causa do diazinho comercial que é hoje não. Mas porque não consigo mais fazer parte deste sistema na náite. Resumindo: eu deveria ter ido para o Ocidente com outras amigas.

Hoje

Estou que nem filha da puta em dia dos pais!!!

Divagas II

Eu estou tão não sei o quê, que até o cyber esvaziou depois que entrei nele...
Até o tempo que era controlado acabou. Eu ainda vou dominar o mundo!!!!

Divagas

Nossa pensei tantas coisas aqui, mas cês vão te que beber para poder me entender.
Bom, para resumir, posso dizer que um lugar onde se fica bêbado antes da meia-noite tem seu valor, mas como tô nessas agora, também tem seu preço. Principalmente quando se acordou cedo para ir trabalhar e não se tem mais saco para papinho mole...

Hola

Estou no Opini~çao. bêbada...Masd que v´cio!!!!!

sábado, junho 11, 2005

Disciplina é liberdade

É estranho saber que sou a única pessoal responsável por mim mesmo e para todo o sempre. Isso tem seu valor, mas como não poderia ser diferente, também tem seu preço.

Me sinto bem grandinha, mas não adulta, ainda. Não assim com A maiúsculo. Isso porque consigo ser responsável por mim e por mais ninguém. Será isso a maturidade? Conseguir ser responsável por alguém além de você?

sexta-feira, junho 10, 2005

A propóstio

Qual é a maneira correta de escrever isto aqui?

blog
ou
blogue?

E no plural:

blogs,
blog's
ou
blogues?

Eu mesma acho que já escrevi de tudo que é jeito. E blogger de ve ser a marca...

Espelho

É a primeira vez que vejo um blog com a mesma aparência que o meu. Foi engraçado dar de cara com ele.

Mas o conteúdo é bem interessante. Ainda estou descobrindo, mas fala sobre ciberjornalismo e de blogues.

Polígono

Quantos lados tem o nosso caso?
Quantos ângulos?
Retos, agudos, obtusos?

Que figura é essa que formamos,
onde cabem inúmeros
triângulos absurdos?

(Valéria Torelho)

quinta-feira, junho 09, 2005

Protesto

Gostei de ver os carroceiros trancando o trânsito da Mauá e da Borges hoje, no Centro de Porto Alegre (acho que o Mainardi está me influenciando). E ainda escoltados pela Brigada Militar. Espertos, tinha pouca gente em cada passeata, mas tumultuaram dois locais movimentados.

Isso me fez lembrar do dia que eu comecei a não gostar mesmo do Mendelski, quando ele ainda estava na Rádio Gaúcha. Ele começou a chineliar os carroceiros, com apoio do Tulio Milman, que fazia as vezes de Paulo Santana. Tudo bem que eles atrapalham o trânsito, mas em nenhum momento eles citaram que é assim que os caras ganham a vida. Detesto o jornalismo elitista. Jornalista tem que ter comprometimento social, independente da classe.


Hoje eles reividicavam ampliação do horário de circulação. E tinha papeleiro também. Vou dizer, se os papeleiros resolvem fazer greve, vamos ter um desastre ambiental, quase tão grande quanto o derramamento de óleo em mananciais. Mesmo com todo aparato tecnológico inventado pelo homem, ele não sabe o que fazer com seu próprio lixo. As coletas seletivas que conheço não são satisfatórias... Se não fosse os catadores e separadores...

quarta-feira, junho 08, 2005

Sonhos de uma noite de verão em junho

Será que foi o calor? Tenho dormindo de edredon king size, mesmo com esse verãozão que está assolando a gaúchada.

De olhos fechados tateie o meu livro de cabeceira a fim de encontrar meu celular, que estava sobre. Olhei no visor. Marcava 5h35min. Acabara de sonhar. Há muito isso não acontecia.

Eu lia o blog da minha irmã, que tinha a aparência antiga do vênusemcrise. No segundo post ela chamava um amigo meu de cachorro, porque depois de ficar com ela tinha ficado com uma amiga sua. Tentei demovê-la da idéia, já que as coisas aconteceram em tempos distintos.

Minha interpretação freudiana do sonho: como minha irmão não tem blog, mal sabe o que é isso e se quer entende o que eu escrevo aqui, o fato da aparência do sitio me lembrar o blog da minha amiga Gi, significa que a considero como minha irmã. Porque minha irmã? Tentei falar com ela ontem, mas ela estava na estética arrumando a escova definitiva que fez nos cabelos que tinha dobrado numa ponta, segundo minha mãe. Imaginem, mi hermana, gene do meu gene, com cabelos igualmente lisos, fez uma escova definitiva! Tá certo que ela castigou as madeixas com luzes e tintas, mas não era necessário. Eu que curto um cabelo mais desajeitado não entendo... E como uma amiga que tem seu jeito mais parecido com o meu, ficou com o amigo em questão, ela parece mais minha irmã do que a própria. Embora essa minha amiga também faça chapinha... Nada é prefeito! E também, são poucas as pessoas que tem esse cabelinho lavou e pronto como o meu. E quanto ao cachorro, foi uma expressão cunhada por uma amiga também, para alguém que fez algo como o que tinha no sonhoso blog da minha irmã. Alguém com quem estou me reconciliando, alguém que vi ontem.

Depois vieram instalar uma net cat na minha casa. Eu fui buscar a chave com o síndico para o instalador efetivar a ilegalidade. Chegando lá, uma mulher de mau humor me atendeu e quando o síndico chegou, era um rapaz afetado, que estava costurando um smoking para um cara com não sei quantos centímetros de peito (mas era grande). Comentei que era o tipo de cara que usava o traje sem camisa. Me deu vontade de esperar para ver a beldade, mas tinha que voltar. Chegando à porta de meu apê, ao entrar notei que o homem do cabo tinha estado dentro da minha casa e deixado um pacote aberto de camisinha em cima do meu sofá (sem a camisinha). Levei medo do estranho. Disse que não queria a instalação, apenas estava verificando preços. Ele queria a todo custo me vender e começou a montar um decodificador de papelão (?!). Me livrei dele. Acordei, perdi o sono e fiquei pensando no post que escreveria.

Minha interpretação freudiana do sonho: eu preciso de uma net urgente (a tv não pega direito lá em casa) e também preciso transar (eu tinha tirado uma camisinha da bolsa e colocado numa gaveta). É Freud explica! Pelo pouco que sei, a interpretação que ele dava dos sonhos sempre estava relacionada a coisas que acontecem com você, durante o dia.

Constatei

No rol dos quatro, já não se incluem 4 estações do ano... Temos frio e calor o ano todo, não necessariamente nesta ordem, às vezes, os dois juntos no mesmo dia.

Dia dos Namorados

O dia está chegando, e pela primeira vez, em toda a minha existência, que estou solteira e nem um pouco preocupada com a data. Até pensei em evitar os parques da cidade no domingo, mas não será necessário, não estou mesmo preocupada. E não vou perder um chimas no sol por causa disso.

Embora já ande meio cansada de não levar nada a sério, estou achando melhor estar sozinha mesmo. Ano passado eu estava namorando e dois meses, exatamente dois meses depois acabou tudo... Bem melhor estar sozinha e sabendo o que estou vivendo.

Mas ainda virão os dias que poderei comemorar a valer: 20 de julho - Dia do Amigo e 15 de agosto - Dia do Solteiro.

terça-feira, junho 07, 2005

Parada Livre

Fui domingo lá na Redenção para fotografar o evento. Acabei desfilando junto e dançando no meio do povo.

Mas foi bom porque me testei fotografando no tumulto. Profissionalmente fiz isso poucas vezes, e ainda assim foram "amadoramentes".

Aprendi uma coisa: deve-se ir sozinha, pois para não me perder das minhas amigas, ficava tendo que voltar e perdia alguns lances bons.

Comentei isso com um amigo e ele perguntou se eu quero ser fotógrafa. Na verdade faço mais por hobby e para usar minha máquina e o curso de fotografia digital que fiz. Mas é aquilo, se pintar uma chance, estou um pouco mais preparada.

Resumindo

O Dunga é um amor. Cheiroso e gostoso. Sem contar que também é fashion. Já que outros colegas resolveram tietar, acabei tirando foto com ele.

segunda-feira, junho 06, 2005

Tietagem

Como digitei o chat para o Max de Castro porque as pessoas que normalmente fazem isso tinham reunião, cobrei que pudesse digitar o do Dunga nesta terça, às 11h (vá lá).

Para mim, na Copa de 94 não teve Romário nem Bebeto. Só o capitão Dunga era o melhor!

No tranco

Comecei a ler a tapas e pontapés o livro de Diogo Mainardi. Essa leitura me fará ter uma opinião sobre o articulista, já que normalmente não leio a Veja.

A priori me identifiquei apenas com seus comentários na orelha da publicação, onde ele fala que antes tinha poucas opiniões sobre poucos assuntos e que estas eram firmes e categóricas, não admitiam réplicas. Hoje ele diz que tem opinião sobre tudo e que suas melhores são sobre assuntos que ele desconhece. E achei engraçado ele dizer que não dá mais opinião sem cobrar, afinal é seu trabalho. Até a sua mulher tem que pagar uma "moedinha" para que ele lhe dê uma opinião sobre uma roupa, por exemplo.

Mas até agora ele só tem falado do Lula, mal e com deboche (que lhe é peculiar). Ele tem umas boas tiradas, mas não consigo dar gargalhadas como quem me emprestou e recomendou o livro. Acho que estou descobrindo que sou mais lulista do que imagino, mesmo sem ter opinião nenhuma sobre a polítca dele. Admiro o fato de uma pessoa humilde ter chegado a Presidência da República e por mais que saiba que estando lá as coisas são diferentes, ele não desistiu de seus ideais. O que hoje soa como falsa promessa, mas todos nós sabemos que a realidade é sempre outra (recomendo o documentário Entreatos).

Enfim, a Tapas e Pontapés sigo lendo o livro. Vou pagar, já que Mainardi cobra, para ver.

Fiquei sabendo

Na sexta descobri que uma colega foi no show do Zeca Baleiro na quinta. Devia ter seguido o conselho da minha editora: ir sozinha que lá eu encontrava alguém.

Pena, perdi o melhor show. O próximo com certeza será de lançamento do novo CD e nunca é tão bom quanto um mix de todos...

No entanto, digitei o chat para o Max de Castro hoje e ganhei ingressos para o show dele. Só eu consigo ganhar entradas para um show que é de graça para universitários, ou seja, para pessoas como eu...

sexta-feira, junho 03, 2005

Novo

Eu gosto de andar de ônibus com o sol batendo no rosto, vendo "o mundo passando... preguiçosamente pela vida da gente".

E hoje, enquanto andava pelas curvas da nossa ensolarada e quente Capital, mesmo estando a 20 dias do inverno, notei o quanto estou vivendo!

Tenho que parar de usar o blog para meus desabafos, pois depois que as pessoas começaram a perguntar como eu estou pelos corredores, vi que abusei deste espaço. Mas apesar de ter um propósito, não quero ser rígida, não aqui, pelo menos.

E o sol tem um novo calor hoje. O céu uma nova cor. Apesar de ter idas e vindas, o que me motiva é algo maior, que vem de dentro de mim. Uma decisão interna que me faz ver a vida de um a outra maneira, "porque o exterior é sempre o mesmo, mas os meus olhos mudam"!

Leia Metamorfose Ambulante

Pós-modernidades

Ainda sou partidária do entusiasmo e da palpitação que é receber a resposta de um e-mail... Quase ninguém mais o utiliza, deixa tudo para o messenger. Já tratei do assunto em outro post . E vocês viram que o uol já tem esse sistema semelhante ao skype? A coisa está cada vez mais rápida.

Mas engraçado mesmo, em toda essa coisa louca que é a comuncação na internet, são as discussões pelo msn.

Uma boa discussão realizada pessoalmente, com atrito, consiste em sair batendo a porta, esbravejando. No messenger não: fechamos as janelas sem nos despedirmos.

quinta-feira, junho 02, 2005

Viver para contar

Este é título de um livro do Garcia Márquez que ainda não li.
Mas cá estou eu, sem ter o que contar...
Pois já não tenho nada para viver...

Passou o feriado da separação, que logo completa um ano...


"... A nostalgia, como sempre, havia apagado as lembranças ruins e aperfeiçoado as boas. Ninguém se salvava de seus estragos..."
(Gabriel Garcia Márquez, em Viver para Contar)

Dores e delícias de morar sozinha - Parte VIII

Agora, com casa maior, sábado de folga, é sábado de faxina.

Alguém pode me responder?

Por que eu não consigo manter a paz que tinha em meu coração?
Por que tive que cutucar onde não devia, só para ver que aquilo que até já tinha passado, tinha razão de ser?

Eu não tenho jeito... me desisto!

quarta-feira, junho 01, 2005

1º de junho

Enfim chegou...

Uma Alegria para Sempre

As coisas que não conseguem ser olvidadas continuam acontecendo.
Sentimo-las como da primeira vez, sentimo-las fora do tempo,
nesse mundo do sempre onde as datas não datam.
Só no mundo do nunca existem lápides...
Que importa se - depois de tudo - tenha "ela" partido
ou que quer que te haja feito, em suma?
Tiveste uma parte da sua vida que foi só tua e, esta,
ela jamais a poderá passar de ti para ninguém.
Há bens inalienáveis, há certos momentos que,
ao contrário do que pensas,
fazem parte de tua vida presente e não do teu passado.
E abrem-se no teu sorriso mesmo quando,
deslembrado deles,
estiveres sorrindo a outras coisas.
Ah, nem queiras saber o quanto deves à ingrata criatura...
A thing of beauty is a joy for ever - disse, há cento e muitos anos,
um poeta inglês que não conseguiu morrer.

(Mario Quintana)

Festa cara

Estava fugindo da minha conta bancária. E hoje quando fui vê-la, constatei o quanto me custou caro a festa da véspera de feriado. Além de uma amizade, ainda paguei uma tarifa de 15 reais para um cheque de 10 reais que o Pipe depositou antes! A máquina do cartão de crédito não estava funcionando, então disseram que eu podia passar o voador para o dia de vencimento da fatura... e eis o acontecido. Portanto, não acreditem neste papinho, como eu acreditei.

Eu deveria ter pago com dinheiro e usado o cheque para pagar um táxi e ter caído fora antes. Afinal, gastei do mesmo jeito... A minha sorte é que alguma coisa, que não sei o quê, me manteve "adormecida" durante aquela noitada. E não foi bebida, nem nenhum tipo de droga (pois não sou chegada). Se Deus existe, foi ele que me permitiu não acreditar nas minhas suspeitas, e que de fato tinham razão de ser. Mas bem que eu deveria ter bebido, para não ter que enfrentar de cara limpa até o final aquela palhaçada.

Pelo menos não me fudi tanto quando o Jair

E... já passou, já passou...