exquisioTeorias

Esquizofrenias & Esquisitices

sexta-feira, julho 29, 2005

Pedido

Um tragoléu, por favor!

Horóscopo poético

O escritor Fabrício Carpinejar fez um horóscopo para uma publicação em uma revista e colocou no blog dele.

Destaco com o que me identifiquei no meu signo:

AQUÁRIO
21/1 a 18/2

* Música é dar voltas na mesma frase.
* Eu vivo o que não consegui imaginar.
* Ninguém nasce para não perturbar.
* Ao receber excremento de aves, chamo a sujeira de sorte.
* A brasa dorme sempre com a chave do lado de fora.
* Não fui avisado que estava vivo. Como uma corrida que começou e não ouvi a contagem.

Veja também o seu

Saber ou não saber?

Sempre achei que quem sabe mais, sofre mais. Acabo de ler Apologia de Sócrates , texto de Platão que contém o discurso de defesa que Sócrates fez ao tribunal que o condenou. E o filósofo foi punido com a morte justamente por dizer que sabia que nada sabia!

Eu também sei que não sei de muitas coisas. Mas o pouco que sei já me fez sofrer. Primeiro pelos percalços da vida que me fizeram amadurecer antes do tempo, e com isto me sentir uma incompreendida em diversas fases da vida, principalmente na adolescência. E como defendia Freud, a gente cresce com o sofrimento.

Agora, nesta altura da vida, me pergunto porque diabos eu tenho que ler Platão? Porque eu não perco o meu tempo de leitura no orkut, mandando recados idiotas nos scraps dos amigos? Não que eu não perca algum tempo nisso. Mas é infinitamente pequeno. Porque eu fico gastando meu tempo aqui escrevendo, e simplesmente não transformo meu blog num fotolog? Assim eu não preciso pensar, assim eu acabo não sabendo, assim eu não perco as pessoas. Porque sei que algumas se afastam por não suportar algumas coisas que eu conheço. E falo isso sem pretensão nenhuma. Não tem nada a ver com querer se aparecer ou ser presunçosa. Não é nada disso. Mas quem sabe mais acaba fazendo as pessoas se defrontarem com coisas das quais elas não querem saber, estão fugindo ou ainda não se deram conta. E então, preferem viver num mundo de ilusões, se enganando e convivendo com pessoas fúteis, que nunca vão fazê-las encarar certas coisas.

A gente paga mais por saber algumas coisas, inclusive por me dar conta disso eu sofro, porque valorizo cada pessoa como um único ser especial, que não existe outro igual. Mas também ter conhecimento disso me torna mais forte. E eu quero crer que um dia isso ainda pode me ajudar, se é que já não me ajuda e eu nem sei o quanto.

quinta-feira, julho 28, 2005

Academia

As academias não tem mais o que inventar. Passando de ônibus por uma ali da José de Alencar, vi que o pessoal está fazendo os exercícios agora como se estivesse numa danceteria. Luzes coloridas e até um globo de luz! Só faltou uma pista estilo Os Embalos de Sábado à Noite e o canhão de fumaça. Se é que não tem e eu apenas não consegui ver. Não sei que modalidade nova é essa. São tantas hoje... body combat, power jump, jump fit, aero jump. Tudo grego para mim. Sou do tempo da aeróbica. Estes dias comentei isso durante a ginástica laboral no trabalho. Parecia que eu estava falando sobre algo do tempo dos meus avós, mas isso foi nos anos 80 e acho que na década de 90 também... tinha até umas competições que passavam na tevê.

Sei lá, eu sou supeita para falar. Nunca suportei esse ambiente de culto ao corpo. Fiquei um mês numa academia, só para não desperdiçar a mensalidade que paguei adiantada. O único exercício que gosto é a natação. E por falar nisso, que saudades da natação! Semestre que vem preciso retomar. Infelizmente terei que ter forças para suportar todos os micos que terei que pagar novamente. Como não sou exímia nadadora, perdendo até para a terceira idade mais treinada, ficar um tempo afastada é fatal. Na primeira aula, com certeza, não nadarei 25m sem parar no meio da piscina. Mas pode ser que não... meu desempenho até que tinha melhorado, mesmo com algumas paradas. Veremos.

Quando foi mesmo que Platão escreveu?

Veja se este texto não pode ser dito em relação ao governo Lula e toda esperança que nele se depositou:

"(...) mas confessava crer que mesmo um governo perfeito seria também instável, e que, como os anteriores, seria envolvido no círculo fatal das revoluções, visto que a imperfeição é inerente à humanidade".

E este, para Bush:

" ... os perigos oferecidos pela formação de uma casta militar (mercenária), como conseqüência do longo estado bélico que ameaçava levar a.. como um todo a condição que assolava..."

Pois são textos de a República, de Platão, que viveu entre 427 a 348/347 aC.

Divagações

Ainda estou feliz e até tenho motivos para estar mais ainda depois de uma conversa que tive hoje.

Escolhas são difícieis. Sempre são.

Principalmente porque o que ouvi contribui para aquilo que eu acredito. Mas às vezes, precisamos dar crédito para um sonho quando ele está para se realizar.

quarta-feira, julho 27, 2005

Feliz da vida

Estou hiper contente com uma coisa que aconteceu hoje.
Já está oficializada de um lado, mas de outro não. Então assim que puder, conto o que é.

terça-feira, julho 26, 2005

Teoria nº 20

É preciso saber diferenciar quando é a pessoa certa na hora errada. E quando é a hora certa para descobrir que é a pessoa errada.

No Ha Parado De Llover

Essa música do Maná é linda!


Dese que te perdí
La luz se ha puesto muy mojada
mirada triste esta nublada
Y en mis ojos no ha parado de llover

Solo y ya sin ti
Me tienes como un perro herido
Me tienes como un ave sin su nido
Estoy solo como arena sin su mar

Quien detendra la lluvia en mí
Oh no, no
Se me ha inundado el corazón
Quien detendra la lluvia en mi, oh mi amor
Solo tú puedes pararla

Sigue lloviendo, le sigue lloviendo al corazón
Dime que diablos voy a hacer
Sigue lloviendo, le sigue lloviendo al corazón
Y en mis ojos no ha parado de llover

No te comprendo, no entiendo que paso
Si te di todo, quizás te di de mas
Dime que falto, dime que sobro, dime que paso
Pero dime algo, que me estoy muriendo

domingo, julho 24, 2005

Pro dia nascer feliz

Eu tenho que parar de dormir 12 horas por dia, todos os dias.

Chatinha

Ando, literalmente, para poucos amigos. Estou num momento de olhar para mim. Mais difícil do que o encontro com o outro, é encarar-se a si mesmo. Mas é necessário. Preciso ser feliz sozinha primeiro, para não sair por aí jogando esta responsabilidade para os outros. Mas não é fácil, e com certeza, não vou aprender o suficiente.

Poeminha Fora da Estação II - Coragem É Isso, Bicho!
Eu sofro de mimfobia
Tenho medo de mim mesmo
Mas me enfrento todo dia.

(Millôr Fernandes)

Carmenère

Tomei deste vinho no fim de semana.
Apesar do gosto de última vez, me trouxe boas lembranças.

sexta-feira, julho 22, 2005

Manias

Da Leitura

• A primeira pessoa a ler um exemplar de livro, jornal ou revista que eu adquira tem que ser eu, detesto que alguém leia antes de mim, principalmente se fica fazendo comentários a respeito (fiquei sabendo que na Cultura os funcionários podem levar para casa todo e qualquer exemplar disponível na loja e devolver depois. Como compro a maioria dos meus livros lá, me desagrada saber que posso estar comprando um exemplar já lido).

• Após a leitura meus livros continuam com a aparência de novos. Não faço dobras nas páginas, não esgaço ele ao meio.

• Leio orelha e contra capa antes de iniciar a leitura.

• O marcador de página ou é o que veio da loja ou escolho um de acordo com o livro (eu coleciono marcadores de páginas).

• Sempre que possível, só paro a leitura quando a página de número ímpar (ou seja, da direita) termina com ponto final.

• E nunca, nunca viro a página sem antes olhar o seu número para ver se a próxima é exatamente o número seqüente.

quinta-feira, julho 21, 2005

Imagético

Se uma imagem vale por mil palavras, um símbolo vale por mil imagens.

Só eu sei o que estava sentindo quando tirei essa foto e todo simbolismo que há nela.

Ouvi por aí...

"Ela ficava num quarto de hotel contando dinheiro o dia inteiro. Era um entra e sai de homem que ela ficava muito casanda."

Fernanda Karina Somaggio em depoimento a CPI dos Correios falando de Simone Vasconcelos, gerente financeira da SMP&B, agência do Marcos Valério.

Escutei no Jornal Nacional ontem. Dá o que pensar...

quarta-feira, julho 20, 2005

Segmentação

Uma vez passando pela vitrine de uma livraria vi o seguinte livro:



Vai ser específico assim lá não sei aonde!

E você? Qual a coisa mais segmentada que já viu? Deixe aí nos comentários...

Decepção

Acabei hoje de ler Se um Viajante numa noite de inverno e Italo Calvino me pegou pelo pé. Se conforme a minha teoria os finais não valem grande coisa, foi justamente isso que ele fez.

"O senhor acredita que toda história precisa ter princípio e fim? Antigamente, a narrativa tinha só dois jeitos de acabar: superadas todas as provações, o herói e a heróina se casavam ou morriam. O sentido último ao qual remetiam todos os relatos tinha duas faces: a continuidade da vida, a inevitabilidade da morte."

Mas a minha implicância com o livro é porque o meio também não me foi agradável. Mais de uma vez senti sufocamento e acho que criei expectativas demais pois, quem me recomendou o livro disse que era muuuito bom, um leitor aqui do blog também comentou e na contracapa diz o seguinte: "É um daqueles livros quem mantêm viva a expectativa criada desde o início e obriga o leitor a continuar a leitura, na busca da satisfação plena do fim". Não senti nada disso! O Grande Gatsby me deu muito mais essa euforia de voltar a leitura do que Se um viajante... Sem contar que o final é totalmente previsível. Calvino quis fazer uma coisa nova e termina com uma narrativa antiga, como descrita por ele mesmo no trecho acima.

O que diz na orelha consegue definir um pouco o que eu senti: "Calvino recupera, assim, o prazer máximo da leitura, semelhante ao angustiante prazer do orgasmo anunciado e sempre adiado, prenúncio de um prazer maior". Só que no meu caso, seguindo na metáfora, o cara brochou.

Teatro

No fim de semana que fui para praia, descobri, já estando lá, que a peça Toda Nudez Será Castigada, do Nelson Rodrigues estava em cartaz no Theatro São Pedro. Perdi! Que pena. Ontem assistindo ao programa do Jô, um cara que organizou um livro sobre teatro no Brasil afirmou que o grande marco foi a estréia de Vestido de Noiva do mestre. Sinto que é urgente que eu termine de ler a obra literária do Anjo Pornográfico e me inicie no seu teatro. Até hoje só vi remontarem Toda Nudez... nunca ouvi falar das outras, desde que eu passei a conhecê-las. Quando li suas memórias fiquei curiosíssima pela peça Perdoa-me Por Te Traíres. Poutz que situação!!!

E diga se de passagem que o Jô Soares corrijiu uma injustiça dizendo que Nelson nunca escreveu um palavrão. O único xingamento que ele faz em uma peça é quando a filha chama o pai de "contínuo". Uma vez fiquei revoltada com uma piada que dois caras se xingavam no trânsito e um deles citava um escritor famoso e o outro dizia: "vai tomar no cú" - Assinado Nelson Rodrigues.

Acho que A Vida como Ela é na televisão erotizou muito sua obra. Na leitura, fica tudo sugerido, se é que posso dizer isso.

Dia do Amigo

Um feliz Dia dos Amigos a todos vocês que acompanham minhas alegrias, dores e ais! Seja através do blog, seja na vida...

Queria colocar várias fotinhos que eu tenho com amigos e amigas... mas seria injusto, pois sempre faltaria alguém.

A amizade é o que há de mais precioso em nossa vida (é clichê e cafona, mas é verdadeiro). A família, mal ou bem, sempre está do nosso lado. Já os amigos são porque possuem um sentimento sincero e afinidades que fizeram a gente se encontrar neste mundão.

"Amizade é uma forma de amor"(Léa Waider). Só não dá para confundir estes dois sentimentos. Ou o amor se transforma ou a amizade acaba.

Tem uma outra frase que diz que da amizade ao amor existe a distância de um beijo. Pode até ser. Mas do jeito que as coisas andam banalizadas... Beijo é bom, mas não vale a pena desperdiçar uma amizade por isso. Vai por mim. Até porque beijos por aí existem aos montes, já amizades verdadeiras...

terça-feira, julho 19, 2005

Satisfação

Posts têm prazos de validade, deadline e alguns podem ser de gaveta.
Sempre trago alguns guardados na manga, ou melhor, num txt.
Hoje estou sem o meu disquete, não é momento para nada que os outros escreveram e a cabeça está vazia.

segunda-feira, julho 18, 2005

Rede da solidariedade

Percebi que os amigos de diferentes facções, sem combinações, resolveram colocar fim na minha solteirice.

Hoje, se fosse no show do Mundo Livre S/A, parece que teria dois para escolher. Pena!

Ela é meu treino de futebol
Ela é meu domingão de sol
Ela é meu esquema


Mas estou mais para aquele pagode:

Deixa acontecer naturalmente...

domingo, julho 17, 2005

Não é possível beber e ser feliz ao mesmo tempo

Cheguei em casa esta madrugada com aquele brilhinho no olho e uma leve tonturinha provocada pela cerveja. Com a fome habitual da pós-bebedeira fui preparar uma torrada para mim. Enquando estava no fogo fui pegar a Coca-cola na geladeira. Tudo começou porque eu não consegui pegá-la e deixei a garrafa cair no chão. Coloquei em cima da pia e com alguns neurônios perdidos na Polar, não tive capacidade de aguardar o tempo necessário e quando fui abrí-la uma bomba explodiu na minha cozinha. Tinha refrigerante por tudo, do teto ao chão! Eu tomei um banho de Coca-cola. Pingava o líquido escuro do meu armário áereo. O chão virou uma piscina. No fogão boiava a cola. Só para dar uma idéia do estrago.

Não tem bebida na cabeça que resista a realidade. A lucidez voltou e lá fui fazer faxina em plena madrugada.

Hoje ainda encontrei alguns lugares que ainda tinham coca-cola. Acho que vai levar meses até que eu me livre dela. Agora eu não fecho mais a garrafa com tanta força. Estes dias a tampa já explodiu do bocal. Faço isso para não perder o gás, já que não tomo tanto assim. Mas um amigo físico me explicou que não adianta, pois o gás inevitavelmente vai procurar os espaços vazios da garrafa.

Por que não vendem a Coca-cola light com menos de 2 litros como já tem da outra? Porque o mundo não é justo.

sábado, julho 16, 2005

Teoria n° 19

Falando sobre o livro do Calvino, lembrei de uma teoria que tenho: não importa o final, seja de um filme, de novela, de livro, o que conta é a história.

Se na vida o final é sempre a parte mais triste, porque a gente tem que se preocupar com os finais na ficção?

O importante é o percurso, o meio, o recheio, a trajetória...

Gafas nuevas

Estou de óculos novo. Vejo o mundo enquadrado agora, tal como Wim Wenders relata no documentário Janela da Alma.



p.s.> minha câmera digital está me deixando narcisista. Vira e mexe faço um book básico de mim. Hoje, só por causa de mi nuevas gafas tirei 31 fotos!

Leitura

Comecei a ler
Se um viajante numa noite de inverno, do Italo Calvino, dois dias antes da estação fria começar. Não tivemos inverno, e também até agora não li Se um viajante... O livro de Calvino é uma incessante interrupção de histórias, tecida por uma primeira que é o fio condutor, que é a do Leitor que ao ler tem as obras interrompidas e cada vez que vai em busca de sua continuação encontra outra história pela metade. E esta é, de certa forma também, a minha história e de todas as pessoas que estão lendo ou já leram o livro.

No início, uma série de recomendações e de maneiras em que a leitura pode ser realizada é descrita por Calvino. Tão comprometedoras a ponto de ter me sentido culpada de ler o livro no ônibus. Essa era a chance do italiano comigo, mas até agora, o livro não me surpreendeu e sinto que ele quer me ludibriar. Esse amontoado de enredos intermináveis me lembram muito as inúmeras localidades descritas em As Cidades Invisíveis, que não gostei nem um pouco (e agora há pouco peguei o exemplar e vi que a tradução é do Diogo Mainardi, coincidência...). Não conheço As Mil e uma Noites nem tão pouco as histórias de Marco Polo, mas me parece que Calvino tenta fazer relação com estas. A primeira seria Se um viajante... e a segunda, As Cidades Invisíveis.

Agora mesmo interrompi a leitura na página 224. Estava me sentindo sufocada. Tive uma crise de claustrofobia provocada pelo livro. Está certo que tinha baixado os vidros da janela, faz frio na minha casa. Mas a crise foi posterior ao ter aberto uma fresta. Até agora, nenhuma surpresa. Só esse sufocamento e uma pequena crise de identidade, pois o livro te trata o tempo todo como Leitor, estava convencida ser ele, mas quando ele tem uma relação sexual com a Leitora me senti uma lésbica. Um Quero ser John Malkovich da literatura, sendo eu, uma alma feminina dentro da cabeça deste Leitor masculino. Não creio ainda ser surpreendida, a não ser que Calvino me conte uma única história e que tenha coerência e sentido, juntando todas as que me fez ler até agora sem ter o gozo do final.

Simplesmente Miró


Finalmente, fui ver a exposição Mirabolante Miró, no Santander Cultural. Há tempos venho arquitetando de ir vê-la, quase perdi, por sorte foi prorrogada. Não queria ir sozinha, combinações que não deram certos em diversos momentos, então de veneta resolvi ir nesta sexta. Não queria ir sozinha para ter uma companhia no chocolate quente ou café que pretendia tomar depois. Tomei o chocolate com muito chantili e realmente sozinha não teve muita graça. Já a exposição, foi melhor eu ter ido apenas na minha companhia. Gosto de olhar quantas vezes eu quiser, de pensar em frente a obra. Assisti o filme umas três vezes (um pouco também pela música flamenca), escutei e questionei o monitor... enfim!

Gostei! Apesar de compreender pouco o que vi, confesso. Joan Miró tem inicialmente a minha admiração apenas por ser espanhol. Mas depois, apreciei a técnica de litogravura, processo similar a impressão offset, que conheço bem. Gostei de sua simplicidade, muito parecida com a dos funcionalistas que influenciaram movimentos como o De Stijl, idealizado pelo o grande Piet Modrian, um dos objetos de estudo da minha monografia de Conclusão de Curso. Por exceção do uso do verde nas obras de Miró e alguns tons de azuis que parecem acidentais, as outras cores são as mesmas usadas por Modrian...

Estou mais empolgada ainda para o curso de História da Arte que vou fazer neste semestre. É um curso concorrido... espero me sair bem na entrevista. Desejem-me sorte.

Má construção poética

Bebi.
Gozei.
E chorei.

Flor

Sempre gostei das rosas vermelhas. Estas só perderam para uma rosa azul, que vi uma única vez. Mas isso só porque minha cor preferida é o azul. Mas o vermelho é a cor perfeita para as flores. Mas outra flor que sempre me impressionou muito, até porque não é muito comum, é a tulipa. Sua simetria e traço são tão perfeitos. Esta semana, pela primeira vez, vi uma tulipa de verdade. É com certeza, minha flor preferida, também na cor vermelha. As rosas, passam a segundo plano.

sexta-feira, julho 15, 2005

Localidad


Sempre gostei de ter lugares. Um lugar só meu, onde eu possa me perder e ser achada. Um refúgio, um canto para me esconder do mundo, seja em momentos de alegria, seja de tristeza.

Em casa, com meus pais, não tinha muito como ter isto. Só a casinha embaixo da árvore quando pequena e um refúgio para fazer orações. Quando morei no Centro, este lugar era o Quarto do Poeta, na Casa de Cultura Mario Quintana, que reproduzia o canto onde nosso escritor produzia suas obras e onde viveu, solitário, até morrer.

Meu desejo sempre foi estar, na verdade, perto do rio (que dizem que é bacia, lagoa, sei lá) Guaíba. Mas no Gazômetro, onde habitava próximo, nunca teve clima, com aquele comércio oportunista, além das pessoas que não brincavam de casinha debaixo de árvores, como eu fazia quando criança, mas ali moravam.

Agora, perto de onde estou vivendo encontrei o lugar perfeito e hoje fui lá tomar posse e batizar o MEU lugar. Trata-se de uma lage que invade as águas e te faz sentir inundada pela imensidão de H2O banhada pelo ouro do sol. Não chega a ser um píer, mas é como se fosse. Sem contar, que de um lado se tem as águas e do outro a margem, onde sente ouve o chegar do rio constantemente, sem nunca cansar. Além do mais, o caminho até lá não é de asfalto como perto da Usina, no lugar da pedra, a grama. É um lugar bonito, apesar dos som dos carros ao fundo.

Me deixei ficar por horas ali, pensando na vida e não pensando em nada. Tentando decifrar do que eram as embalagens que de vez em quando boiavam por ali. Fiquei olhando o sol que estava bem na minha frente e quando virei para ir embora senti seu calor nas minhas costas. Soltei minhas pernas para as águas e fiquei balançando, como criança em cima do muro. Senti as pequenas ondas baterem na pedra quando estavam mais fortes e senti pela primeira vez que estou no meu lugar.

Estes dias lendo o relato da Gi, fiquei pensando que ela encontrou seu lugar pela maneira como consegue apreciar as paisagens e aproveitar os lugares que tem conhecido estando no coração da natureza. Senti um pouco disso hoje. Claro, que ficava sempre em alerta para que nenhum estranho se aproximasse, tinha o barulho urbano do outro lado, mas a corrente de ar que senti era diferente perto das águas, e também gosto da parte urbana, por isso acho que estou no lugar certo. E alguns acontecimentos dos últimos dias me dizem que vou conseguir chegar onde eu quero estando aqui mesmo, em Porto Alegre. Pelo menos até o máximo de planos que fiz. Depois disso, aí não sei mais, ainda não planejei o que vou fazer quando alcançar tudo que já sonhei até agora.

Enquanto estava lá, também pensei que se eu estivesse num romance, seja de livro ou de filme, aquele seria o lugar onde me encontrariam, ou talvez onde nos encontraríamos. Apesar de ser bonito, por enquanto este é um canto só meu e para ser compartilhado, precisará da aprovação do meu coração, que por ora não está preocupado com isso. Eu nem sinto batê-lo. Sei que bate porque ainda estou viva. Mas tirando este fato, ele não ocupa mais meus pensamentos. Estou leve, livre, do jeito que me senti quando abri os braços diante da imensidão do rio e do calor do sol, este companheiro que parecia me seguir quando fui embora. Se bem que, às vezes, sinto que é mais triste estar assim do que estar com o coração ocupado, mesmo quando por alguém que não vale a pena ou não corresponda. A verdade é que nunca estamos satisfeitos.

De agora em diante vou juntar as pedras do caminho. Já tenho onde jogá-las, como fazia a Amèlie Poulain...

quinta-feira, julho 14, 2005

Quando o sono não chegar

Neste quarto de fogo solitário
No telhado um letreiro esfumaçado
Candeeiro no peito iluminado
O cigarro no dedo incendiário
O cinzeiro esperando o comentário
Da palavra carvão fogo de vela
Meus dois olhos pregados na janela
Vendo a hora ela entrar nessa cidade
Tô fumando o cigarro da saudade
E a fumaça escrevendo o nome dela
O prazer de quem tem saudade
é saudade todo dia
O prazer de quem tem saudade
é saudade todo dia
Ela é maltratadeira
Além de ser matadeira
ô saudade companheira
De quem não tem companhia
Eu vou casar com a saudade
Numa madrugada fria
Na saúde e na doença
Na tristeza e na alegria
Quando o sono não chegar
No mais distante lugar
No deserto beira mar
Dia e noite noite e dia

(Cordel do Fogo Encantado)

quarta-feira, julho 13, 2005

Poesia feita no ônibus

Icaraí

Descendo a Pinheiro Borba
Gosto de ver o rio pela janela
inundado
como se não tivesse
rua do outro lado

Pesadelos rodrigueanos

Meus pesadelos de adolescente voltaram a me atormentar pelo orkut.
Acredita que me mandaram recado procurando pela minha irmã?
Na escola ela fazia muito sucesso com os meninos...
Eu temo, afinal, A vida como ela é está aí para provar que as cunhadas sempre são uma tentação... E para ajudar, ainda tenho uma mãe bonitona.
Por sorte, eu não tenho namorado.

Cúmulo

Dizem que o cúmulo da rebeldia é morar sozinha e fugir de casa.

Pois fugi sábado e voltei nesta terça.

Tudo que posso dizer é que saudade da minha cama.

Comédias românticas

Que fique claro: detesto estes filmes!!!!

Mentira.

Acabo de assistir Como perder um homem em 10 dias. Por que estes filmes tem que ser tão fofos? Prefiro aqueles que me deixam com a sensação de que minha vida é melhor.

Férias, férias... o que faz com uma pessoa.

Ai, ai, ai

Uma outra pulga se instalou na outra orelha. Elas estão tomando conta do meu corpo.
Porque tudo tem que aparecer ao mesmo tempo?
Mas tem uma coisa que talvez faça com que o destino resolva as coisas para mim... Só espero que sendo assim, a primeira pulga volte mais tarde.

terça-feira, julho 12, 2005

Ai

Uma pergunta no meu e-mail me deixou com a pulga atrás da orelha...

Não vale a pena

Tenho escutado no repeat

Ficou difícil
Tudo aquilo, nada disso
Sobrou meu velho vício de sonhar
Pular de precipício em precipício
Ossos do ofício
Pagar pra ver o invisível
E depois enxergar

Que é uma pena
Mas você não vale a pena
Não vale uma fisgada dessa dor
Não cabe como rima de um poema
De tão pequeno
Mas vai e vem e envenena
E me condena ao rancor
De repente, cai o nível
E eu me sinto uma imbecil
Repetindo, repetindo, repetindo
Como num disco riscado
O velho texto batido
Dos amantes mal-amados
Dos amores mal-vividos
E o terror de ser deixada
Cutucando, relembrando, reabrindo
A mesma velha ferida
E é pra não ter recaída
Que não me deixo esquecer

(Maria Rita - Composição: J. E P. Garfunkel)

Amigos

Acho que eu não iria no casamento do meu melhor amigo. Não com aquela confusão de sentimentos que a personagem da Julia Roberts sente no filme.

E acho que preciso ter um amigo gay.

The moment I wake up
Before I put on my makeup
I say a little pray for you
While combing my hair, now,
And wondering what dress to wear, now,
I say a little pray for you

Forever, and ever, you'll stay in my heart
and I´ll love you
Forever, and ever, we never will part
Oh, how I'll love you
Together, forever, that's how it must be
To live without you
Would only be heartbreak for me.

TV paga

Ainda bem que eu não tenho.
Fiquei em dúvida hoje entre ver o Mainardi no GNT, o show do Morrissey no Multi Show, o Casamento do Meu Melhor Amigo no TNT e uma nava temporada da série 24 Horas. Tudo ao mesmo tempo...

sábado, julho 09, 2005

Minha vida sem mim

Eu estava fugindo desse filme há muito tempo. Desde que ele entrou em cartaz no cinema eu queria ver Minha
vida sem mim
, mas um filme de alguém que tem a mesma idade que vê e está prestes a morrer é um tanto difícil e ele saiu de cartaz antes que eu estivesse preparada para vê-lo.

Hoje eu assiti. E quis assistir nesse momento que estou achando minha vida uma m. para me animar.

Ann tem 23 anos. Quase 24, e é aquariana, como eu. Tem duas filhas, um marido amoroso, apesar do casamento precoce e de terem que viver em um trailler. Descobre que vai morrer em três meses e uma das dez coisas que deseja fazer antes de morrer é que alguém se apaixone por ela e deseja transar com outro homem, já que engravidou do único homem que a beijou.

Conclusão: Ela viveu em pouco tempo, duas vidas que talvez sejam as vidas que eu quero ter. Só que já fiz 24 e não tenho nada concreto para viver nem uma nem outra.

sexta-feira, julho 08, 2005

Eu sou amiga do Orkut

Estava lendo o Pérolas em off quando me deparei com a entrevista que o Sérgio Dávila fez com o criador do Orkut, Orkut Buyukkokten. Pois fui no site de relacionamentos a cata dele. E não é que o Orkut faz aniversário no mesmo dia que eu?! (hahaha, mas eu tô rindo a toa...)

Estranho é o fato dele ter apenas 573 amigos e quase o mesmo número de fãs (557). E fazer parte de apenas 39 comunidades.

Conheço poucas pessoas que fazem aniversário no mesmo dia que eu. Taí, agora alguém famoso! Pena que não adianta eu deixar um recado para ele dizendo isso. Na entrevista já adiantou que não entende português, embora mais de 70% das pessoas que estão no Orkut sejam brasileiros. E meu inglês é péssimo.

Showzaço

Uma vez eu ouvi que do caralho é uma expressão que vai ao infinito. Pois o show do Cordel do Fogo Encantado foi do caralho. Fui ao infinito e voltei ao chão da terra, terra onde "choveu, choveu".

Seu boiadeiro por aqui choveu
Seu boiadeiro por aqui choveu
Choveu que amarrotou
Foi tanta água que meu boi nadou


Um espetáculo de som, luz e emoção. Vibrante como o pulsar do cio da Terra. Poesia, música e no final, o que posso dizer? Sem palavras.

Da próxima vez, vou ir com o que puder de letras decoradas. Mas valeu os puxões de orelha do padre na catequese e na crisma. Eu pelo menos sabia o Salve Rainha. Depois de ter um novo sentido com o Ave Maria de Suassuna, agora é esta oração que se revela a mim.

Retiro o que aqui disse sobre ir a shows. Nas duas bolachinhas que tenho em casa tenho uma pequena amostra do que pode encantar o Cordel com sua música e fogo. Os 9 graus lá fora não foram páreos para o sertão que se instalou no meu corpo, que não soa nem no verão, derramou suor no inverno.

Das tripas passado CORDEL DO FOGO ENCANTADO!

quinta-feira, julho 07, 2005

Dúvidas

Sabe quando não importa mais QUEM diz, mas o QUE diz?
Sabe quando você sente vontade de chorar e não consegue mais?
Sabe quando sente falta de amar e não quer mais?
Sabe o preço que custa entregar o coração?
Sabe como é doloroso ouvir não?
Sabe como é triste a solidão?
Sabe o que é mais não ter paixão?
Sabe o quanto dói o coração?
Sabe quanto custa pagar para ver?
Sabe quando não se quer mais pagar preço algum?
Sabe quando cansa?
Sabe quando dá vontade de desistir?
Sabe o quanto é duro admitir tudo isso?
Eu sei todas essas coisas. Mas queria não saber...

Espinado

Em dias de frio
Meu coração não congela
Continua apertado
Nem quente, nem gelado
Esperando alguém
que o habite
sem magoá-lo

Mesmo não acreditando mais nisso
Ele fica ali, batendo cansado
Chorado

Esquece a labuta
Desiste da luta
Deixe a emoção
Adquira razão!

Melinda e eu

No meu primeiro dia de férias fui o cinema com uma amiga. Assisti Melinda e Melinda , o mais recente filme do Woody Allen. Dos poucos que assisti dele, foi o que mais gostei.

Quatro pessoas conversam num bar. Um escreve sobre tragédias, outro sobre comédia. Um terceiro conta uma história que aconteceu com pessoas que conhece. O cara da tragédia conta a sua versão e o da comédia a sua. E o filme é isso, as duas histórias de Melinda, de dois pontos de vista distintos. É engraçado ver como elementos e situações de uma mesma história podem ser interpretados de maneira diferente e como uma mesma história pode ser dramática ou cômica.

Associei isso ao conto que aqui publiquei. Escrevi (in)Decisão como uma comédia. Está bem, uma tragidcomédia. Para mim a história parecia engraçada. Afinal, quem quer se matar não pensa em tudo aquilo. Alguém me disse que o conto era psicótico. Então disse que eu era, afinal, achei graça. Outro que era dark (o ombudasman). Concordo que o tema suicídio é deprê. Mas os elementos é que fazem o humor. E humor é como gosto, não dá para discutir. O humor de Allen não é para mim. Hoje foi a primeira vez que ri nos seus filmes. Um amigo achou graça no Mainardi, eu acho graça em Nelson Rodrigues (adoro aquele conto que a vizinha começa a colocar minhoca na cabeça da mulher que o marido a trai, a outra argumenta que ele só trabalha e a única coisa que faz é ir ao estádio assistir futebol aos domingos. A vizinha peçonhenta começa a colocar na cabeça da mulher que aí tem. Então as duas vão ao estádio num domingo. A mulher pede que anuncie o nome do marido no auto-falante. Chamam, chamam e nada dele aparecer. O jogo acaba, o estádio esvazia. Nada do homem. As duas vão embora. A mulher está desolada, a vizinha triunfante, como quem diz "não te falei?". Quando vão atravessar a rua, a vizinha é atropelada. A outra corre ao seu encontro. O sangue escorre de seu corpo. A mulher se abraça nela e chorando e rindo ao mesmo tempo diz: BEM FEITO, BEM FEITO). Acho maravilhoso! Dava gargalhadas quando vi isso em A vida como ela é.

Mas cada um tem seu ponto de vista. Cada um tem a sua visão de Melinda...


Libertadores

Nunca vi tanto são paulino. E tinha paranaense no meu ônibus. E ambulante é foda. Do dia para noite, as camisetas e bandeiras dos times gaúchos foram substituidas pelas do tricolor paulista nos varais da Pe. Cacique.

Lancheria do Parque

Me falavam, mas eu não levava fé. Entrei neste estabelecimento hoje apenas para trocar uma nota e não resisti a um doce. Comi o melhor branquinho do mundo, ao preço módico de R$ 0,70.

Música

Escutei os dois CDs do Cordel do Fogo Encantado. O primeiro de mesmo nome e o segundo O Palhaço do Circo sem Futuro. Vou ir no show amanhã, lá no Opinião. Do jeito que eu dancei pela casa, vai ser difícil de me segurar quando ouvir o som vibrante do grupo ao vivo.

Tem algumas coisas deles que eu não entendo. Mas acho que um nordestino que escutasse Esquilador ou lesse Simões Lopes Neto também não compreenderia algumas coisas. E a música ultrapassa barreiras culturais e lingüísticas, é universal.

Terça de tarde, assim que ganhei os CDs, fui escutar no trabalho. Depois conversei com a Gi, que está em Alta Floresta, no Mato Grosso e comentei com ela, porque sei que ela gosta. Não é que ela estava ouvindo o Cordel? Meus amigos de coração sempre tem uma sintonia comigo.

E o Lirinha, com o seu sotaque, declamando poesias é tudo, só escutando para entender.

!

Dores e delícias de morar sozinha - Parte X

Veio quebrado um dos ovos da meia dúzia que comprei (já vendem caxinhas só com seis no hiper). Aproveitei e fiz uma gemada. Fazia anos que eu não comia gemada. Tinha sabor de infância.

Mensalão

Não está no dicionário...

E também não está no gibi esse Roberto Jefferson. No Jornal Nacional vi que não foi só show que ele deu no Programa do Jô, jogou foi mais merda no ventilador, dizendo que integrantes da CPI dos Correios recebiam o mensalão (que não sei porque não chamam de mesada, mensalidade!?). Esse Roberto Jefferson é que nem guardanapo de lancheria, sabe aquele que vem num suporte? tu vais usar para limpar a boca e ele só espalha a gordura.

quarta-feira, julho 06, 2005

Cena histórica e insólita

Acabo de ver no Programa do Jô o Roberto Jefferson cantando Nervos de Aço, do Lupicínio Rodrigues. Para quem não sabe, ele ficou com o olho roxo após tentar pegar um CD do Lupi em cima de um armário que acabou caindo em cima dele.

Bom, a cantoria foi bem melhor que ouvi-lo em seus longos, gesticulosos e nada explicativos depoimentos. Se ele tem nervos de aço eu não sei, já o olho...

Legal a galeria de fotos que fizeram de suas caras e bocas.

terça-feira, julho 05, 2005

Compras de férias

• 2 taças
• Vinho Carta Vieja, Chile, Mission Carmenère 2003
• Santa Colina, Santana do Livramento - RS, Pinot Noir 2001 (uma amiga comentou hoje que não dá mais para tomar este Santa Colina, mas foi o único "Pinote no ar" que vi e estava num preço razoável).
• Pão italiano
• Moça Fiesta Brigadeiro

Só espero poder abrir os dois vinhos e usar as duas taças. Se bem que com o abridor de bracinhos que ganhei no Chá de Casa Nova acho que será bem fácil tomá-los solita.

Férias



Dez dias para curtir o roteiro cultural de nossa Capital gaúcha, o aconchego do meu big edredon, ressaca em qualquer dia da semana que não apenas o domingo...

Visita

Você chegou sem pedir licença
Veio com agressividade e volúpia
Uivou na minha janela
Fez serenata
Deixei que entrasse

Era o vento
Fresco...

Emprego do seus e dos meus sonhos

Qual seria o emprego dos seus sonhos? Aquele trabalho que nem parece trabalho, de tanto prazer e possibilidades que te proporciona?

Eu não sou muito de colocar uma coisa na cabeça e ficar vivendo só para isso, como já escrevi, mas bem que gostaria de ser o Mario Garcia. Ele já fez e ainda faz, o redesenho de projetos gráficos de jornais do mundo todo, além de revistas e sites. Para mim, que gosto de diagramação e áreas afins, seria o trabalho perfeito! Além de trabalhar no que gosto, sem a rotina da diagramação, que devo confessar, é bem técnica, ainda conheceria o mundo todo e poderia aplicar as escolhas no trabalho de acordo com a cultura de cada país. Li Diarios en evolución, do Garcia, ele redesenhou desde jornais no Brasil até na Grécia. Seria o emprego perfeito...

segunda-feira, julho 04, 2005

Sucesso

Sempre fui atrás dos meus objetivos e sempre conquistei as pequenas realizações. Sou obstinada, mas não tanto, como certas pessoas. E até quando chego perto de alcançar algo, meio que canso.

Mas lendo edição 43 da revista TPM me dei conta de que não adianta perseguir cegamente um objetivo. Fazer as maiores loucuras por ele. Quando tem que ser, as coisas acontecem.

Nas páginas vermelhas, tinha uma entrevista com Adriana Barra que queria ser decoradora e acabou tendo sucesso como estilista. A fotógrafa Paula Prandini deixou de ser modelo e virou fotojornalista. Além de trabalhar na Revista Época, fotografou para cinema filmes como Central do Brasil e Diários de Motocicleta. E já li várias histórias dessas por aí. Parece até surreal, mas é o modo como as pessoas ganham a vida.

Claro, que não adianta ficar de braços cruzados. Mas as maiores histórias de sucesso, que já li ou escutei, são de pessoas que nunca imaginaram que fariam tal coisa, e geralmente, não só tem sucesso, mas também os empregos mais legais do mundo, aqueles que nem parecem trampo.

O importante não é só correr atrás, mas estar preparada para quando acontecer.

Saudades



Matei todas neste findi.

sexta-feira, julho 01, 2005

Primeira Impressão

Acabo de sair do lançamento da Revista Primeira Impressão, da qual tenho uma matéria publicada. O tema da Revista neste semestre foi Cinema e Realidade, e fiz a matéria com uma colega sobre o filme Mar Adentro, onde exploramos o sim a vida de Luciana Scotti que ficou tetraplégica como Ramón Sampedro, e também muda. Mas não desistiu de viver e hoje está concluindo seu doutorado em Farmácia, mesmo movendo apenas um dedo. Quando a revista estiver online coloco o link.

Já não esperava muito da Universidade. Estou mais querendo me livrar logo. Mas hoje tendo a revista em mãos e confraternizando com os colegas, foi muito legal. Além de divertido, pois teve a presença de Dandara Rangel, que emprestou sua história a uma das matérias e nos prestigiou com seu perfeito cover da "Marrom".



Goooooooogle


Tem de tudo nele. E a gente nem sabe tudo o que ele oferece. Tenho aprendido aqui e ali. Há alguns dias, nos cursos aqui do trabalho, aprendi que tem calculadora no Google, que existe o Froogle, que é um shopping online, e o mais interessante, o Google Local que te dá em forma de mapa ou através de foto do satélite a localização de uma livraria em Nova York, por exemplo.

Dizem que o Google vai dominar o mundo. Isso eu não sei, mas que ele acha tudo no mundo, isso acha. Ou pelo menos tudo que tem nas suas 8.058.044.651 páginas. Porém, agora conta com mais uma ferramenta: o Google Earth consegue achar qualquer lugar e te dar uma imagem nítida até de Sapucaia do Sul (não fiz o teste ainda, mas se o boss achou Cachoeira do Sul, minha terra natal tem que estar no Globo). Não baixei ainda essa maravilha, mas os testemunhos que ouvi eram entusiastas. Veja no Multimídia e Interatividade.

E depois que li esse texto do Sérgio Dávila na Folha, indicado pelo blog da Cássia, vi o quanto é impressionante esta empresa. Deu vontade de trabalhar lá, é claro. Mas depois do Google News eles não vão querer saber de jornalista. E a propósito, a imagem no post eu peguei na área de Press Center deste magnifício site de busca. O Google tem blog também. Além de imagens, grupos e outras coisas que já citei. Pelo texto do Dávila, a gente vê que eles se preocupam muito com privacidade (afinal eles conseguiram uma fórmula mágica de ganhar dinheiro, muito dinheiro com a internet).

Dominarão o mundo? Não sei. Mas tudo que há no mundo, lá está. São sigilosos com suas coisas, mas ninguém mais escapa das lentes googlianas.

E caso você não encontre alguma coisa no Google vá no Can't Find on Google.