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Esquizofrenias & Esquisitices

domingo, novembro 26, 2006

Volver

Embora, segundo a teoria da Curva das Expectativas Flutuantes, apresentado por Zeca Camrgo em seu blog, Volver já esteja no ponto de saturação, só fiquei sabendo que já chegara aos cinemas na semana passada. Fui assistir neste sábado, e claro, gostei. Não sou daquelas fãs fervorosas de Almodóvar, nem assisti a todos os seus filmes. E os que assisti são os mais atuais. Fui olhar Volver despretenciosamente, pois me parecia o melhor filme em cartaz (e só costumo ir ao cinema quando o filme vale o ingresso) e claro, por ser um Almodóvar.

Fiquei de início encantada com as cores registradas como de um pintor na voz de Adriana Calcanhoto e com a fotografia e o enquadramento de certas cenas. Quanto a história, pensei que fosse mais uma histórinha, um realismo fantástico, onde em filme tudo pode se realizar com bons toques de humor, apesar dos dramas.

Já quase no final consegui desvendar dois fios da meada. Mas o principal eu não me dei conta. E com essa narrativa, mesmo que mais simples do que Má Educação, fui envolvida, convencida e o principal, surpreendida. Mesmo para alguém que adora ficar tentando antecipar os finais dos filmes, nada como uma boa surpresa no final da sessão.

E o filme mostra que se a vida dá voltas, pode muito bem volver para um mesmo conflito. Como se o destino fosse algo hereditário. Adoro títulos que fazem todo o sentido. Filmes bons, são histórias com boas sacadas. E isso não falta em Almodóvar.